sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

POR TRÁS DAS BARBAS

No Afeganistão a crença regida sob a batuta religiosa dos mulás na superioridade masculina é tão impregnada no sistema nervoso dos seus cidadãos quanto a fé em Alá. Acredita-se por lá ( Lá vem o lá de novo ) que o cerebro das mulheres é menor que o dos homens e por isso elas não podem pensar de forma tão clara quanto eles. Tal idéia vem sendo aos poucos desmitificada, mas provavelmente em algumas regiões um esporte fabuloso chamado arremesso de pedras em mulheres indefesas ainda seja praticado vez por outra, como em Khost, por exemplo, cidade onde o líder talibã mulá Omar encontrou os seguidores mais fiés.
As mulheres de Khost nunca trabalharam fora de casa e as meninas nunca foram à escola. Sempre usaram a burca, obrigadas pela família. Pode-se dizer até que Khost superficialmente é uma cidade sem mulheres, já que elas vivem trancafiadas na " segurança do lar."
Por outro lado, em Khost, assim como em outras partes do Afeganistão, especialmente no sudeste, difunde-se bastante a homossexualidade. A respeito desse particular nenhum forasteiro boiola tem do que reclamar, pois nesses lugares, ainda que tacitamente, pisar na chapinha é aceito. Garotos em bandos saltitando que nem gazelas é frequente; com olhos delineados com kajal preto, rebolando os quadris e flertando a granel. Seus movimentos lembram os travestis ocidentais.
Nesse caso a homossexualidade explica-se por ser justamente nas regiões do sul e do suldeste do país que a segregação entre homens e mulheres é mais severa, e mesmo em grupos de soldados a veadagem corre solta. Muitos comandantes casados, cheios de filhos, raramente estão em casa, preferindo o clube do bolinha. Vira e mexe envolvem-se em disputas amorosas recheadas de vingaça e muito sangue. Certa feita dois comandantes flechados pelo cúpido começaram uma batalha com tanques dentro de um bazar na disputa por um amante. A batalha acabou com dezenas de mortos, evidenciando que a misoginia islãmica é coisa de veadinho mesmo. Eu bem que desconfiava.

Vejam a seguir 3 dos 16 decretos criados pelo talibã em 1996, quando assumiu o poder em Cabul.

É proibido barbear-se.
Aquele que se barbear ou cortar a barba será preso até que a barba tenha crescido até o comprimento de um punho.

É proibido soltar pipas.
Soltar pipas tem conseguencias nefastas, tais como o fomento a jogos de azar, mortes entre crianças e ausência do aluno nas ecolas. Lojas que vendem pipas serão fechadas.

É proibido tocar tambor.
Se alguem for pego tocando tambor, o conselho religioso decidirá a punição.

" Fonte de pesquisa: O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad "

4 comentários:

Enzo de Marco disse...

Olá meu caro, rapaz... de fato todo e qualuqer fundamentalismo como diria morcegão é uma merda e daquelas de entupir toda e qualquer latrina....
e o pior ou melhor de tudo é que possamos viver ou vivemos um novo tipo de fundamentalismo, do pagode , da putaria e da sodomia bahiana kakkakakak
saudações

Cris disse...

Olá, Jorgito lindão:

Nem gosto de pensar nesses costumes . Pra mim é ignorância total, mas me sinto mal julgando. Cada um cada um.

Olha, um final de ano pra lá de bom. Vou beber todas!!!!!

Beijos e até o Ano que vem.

Larissa Santiago disse...

não li (ainda) seu texto, mas vim lhe pedir pra vc não sumir não!!!

um beijo, mosquinho!

Rafael Medeiros dos Santos disse...

Eu não acredito que lá se acredite em nada disso. Eu acho que lá, como cá, impera o cinismo. Todos lá(êita lá retado) sabem muito bem que não tem nada demais em ser viado, e que as mulheres são o mesmo saco de vísceras pensantes que os homens. Mas, como cá, seus governantes e elite (seja burocrática ou financeira), usam e abusam de tais bandeiras visando unicamente CONSERVAREM suas posições, seus STATUS. Os mantedors do STATUS QUO estão em todo mundo. E eu, sinceramente, duvido muito que nós, cá em pindorama, estejamos em situação melhor. Vide o surto de pessoas com agulhas introjectadas no corpo.

Forte abraço.

Tô nas área!! hahahhaa